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terça-feira, 16 de abril de 2019

Dia Mundial do Livro


Para comemorar o Dia Mundial do Livro, o Plano Nacional de Leitura 2027 vai realizar uma grande marcha pela leitura, um momento festivo de celebração do livro, dos autores e dos leitores.
O desfile realiza-se em Lisboa, no dia 23 de abril, às 14h30, partirá da Praça Luís de Camões e seguirá pelo Chiado, com paragens para leituras em voz alta nas livrarias BD Mania, Bertrand, Férin e FNAC. O desfile será acompanhado por músicos e por artistas do Chapitô. 
Contamos com a vossa participação!

Contamos com todos os que gostam de livros, leitura e palavras!

Dia Mundial do Livro 23 de abril

É um poema... apenas!

Mãe!
Matilde Rosa Araújo

Mãe!
Que verdade linda
O nascer encerra:
Eu nasci de ti,
Como a flor da terra.

Matilde Rosa Araújo

Maria Alberta Menéres

Faleceu, a 15 de abril de 2019, Maria Alberta Menéres

"O seu nome ocupa um lugar de destaque na história da poesia portuguesa do século XX".

"Marcou leitores de todas as idades".

Nascida a 25 de agosto de 1930, em Vila Nova da Gaia, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Foi um nome incontornável da literatura infantil e das iniciativas de promoção de leitura nos mais jovens. É autora de mais de 100 livros dedicados aos mais novos.

"O talento e a singularidade de Maria Alberta Menéres devem também ser recordados pela sua obra infantojuvenil. Foi através do seu Ulisses (1970) que muitas crianças e jovens tiveram o primeiro contacto com o grande clássico homérico. A sua obra nesta área foi, aliás, reconhecida, no seu conjunto, com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens", lembra ainda Graça Fonseca.

No escalão infantojuvenil, assinou ainda a coleção 1001 Detetives, com Natércia Rocha e Carlos Correia, além de ser autora de obras como Um Peixe no Ar ou Um Camaleão na Gaveta.
Dirigiu a programação infantil e criou o 'Pirilampo Mágico'

De 1974 a 1986, dirigiu o Departamento de Programas Infantis e Juvenis da RTP. Em 1986 

recebeu também o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, pelo conjunto da sua obra literária. Nos anos 1990, seria nomeada Provedora da Justiça das Crianças.

Maria Alberta Menéres foi também a criadora do 'Pirilampo Mágico', a convite de José Manuel Nunes, para a RDP/ Antena 1. Durante seis anos escreveu as letras das canções dessa campanha solidária, que dura até hoje (...)

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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Uma reflexão por dia... que bem te fazia!

A esperança.
Só a esperança, nada mais.
Chega-se um ponto,
em que não há mais nada senão ela...
É então que descobrimos que ainda temos tudo.
José Saramago

domingo, 14 de abril de 2019

É um poema... apenas!

Terra - 24
Fernando Namora

António, é preciso partir! 
o moleiro não fia, 
a terra é estéril, 
a arca vazia, 
o gado minga e se fina! 
António, é preciso partir! 
A enxada sem uso, 
o arado enferruja, 
o menino quere o pão; a tua casa é fria! 
É preciso emigrar! 
O vento anda como doido – levará o azeite; 
a chuva desaba noite e dia – inundará tudo; 
e o lar vazio, 
o gado definhando sem pasto, 
a morte e o frio por todo o lado, 
só a morte, a fome e o frio por todo o lado, António! 
É preciso embarcar! 
Badalão! Badalão! – o sino 
já entoa a despedida. 
Os juros crescem; 
o dinheiro e o rico não têm coração. 
E as décimas, António? 
Ninguém perdoa – que mais para vender? 
Foi-se o cordão, 
foram-se os brincos, 
foi-se tudo! 
A fome espia o teu lar. 
Para quê lutar com a secura da terra, 
com a indiferença do céu, 
com tudo, com a morte, com a fome, coma a terra, 
com tudo! 
Árida, árida a vida! 
António, é preciso partir! 
António partiu. 
E em casa, ficou tudo medonho, desamparado, vazio. 

Fernando Namora, in "Terra"

Uma reflexão por dia... que bem te fazia!

Um beco sem saída
é apenas um bom lugar para dar a volta.
Naomi Judd

quinta-feira, 11 de abril de 2019

É um poema... apenas!

Quando nasci, era preto

Quando cresci, era preto.
Quando apanho sol, fico preto.
Quando sinto frio, continuo preto.
Quando estou assustado, também fico preto.
Quando estou doente, preto.
E, quando eu morrer continuarei preto!


E tu, amigo branco.
Quando nasces, é rosa.
Quando cresces, é branco.
Quando apanhas sol, ficas vermelho.
Quando sentes frio, ficas roxo.
Quando te assustas, ficas amarelo.
Quando estás doente, ficas verde.
Quando morreres, ficarás cinzento.
E vens chamar-me homem de cor?
(escrito por uma criança Angolana)

CNL - Fase Intermunicipal - Área Metropolitana do Porto


domingo, 7 de abril de 2019