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segunda-feira, 20 de maio de 2013

A EXPLORAÇÃO DOS RECURSOS DO MAR


Durante muito tempo pensou-se que o mar era uma fonte de alimentos inesgotável. De artesanal e familiar, a pesca tornou-se industrial. Hoje pratica-se a grande escala, com meios muito sofisticados para a deteção de cardumes, em barcos muito potentes que chegam a ser verdadeiras fábricas flutuantes. O peixe é apanhado, preparado, acondicionado e congelado, pronto para ser consumido. 
Contudo, se a quantidade de peixe pescado for superior à capacidade de reprodução, verifica-se uma sobreexploração das reservas. A população de peixes pode diminuir ou mesmo desaparecer. Assim, torna-se necessário limitar a quantidade de pescado, fixando quotas e aumentando a malha das redes. O não cumprimento destas regras estabelecidas deve ser penalizado. 

Jaime Frederico Rodrigues

segunda-feira, 25 de março de 2013

O Mar


O mar é beleza, é tristeza 
Tanto dá, como tira. 
Tudo tem uma razão 
Na sua imensa extensão.
Animais e plantas dão-lhe vida, 
Os homens poluição. 
Basta! Acordem para a vida 
Oceanos, mares e rios são 
A razão da nossa preocupação.

Sofia Alexandra e Maria Jorge
turma 5º 4 

domingo, 3 de março de 2013

As Algas


http://inforazs.brinkster.net/algas.asp

As algas negro-cerrado,
Que eu trouxe da beira-mar,
Guardo-as num missal doirado,
Onde costumo cismar.

Às vezes, triste e cansado,
Quando o vou folhear,
Dentro do livro encantado
Eu oiço as algas a chorar...

Choram os tempos de quando
Viviam no mar em bando
Com os peixes e as areias,

E eu cismo, ao ver esses trapos,
Que as algas são os farrapos
Dos vestidos das sereias!

António Nobre

sexta-feira, 1 de março de 2013

O búzio

                                                                                    https://www.discoveryscience

Dizem que o búzio nos traz
ao ouvido o som do mar.
Mas eu acho que é mentira:
se encosto o búzio ao ouvido
só ouço as ondas do ar.

As ondas do ar me trazem
forte cheiro a maresia.
Mas eu acho que é mentira:
O mar não vive nas nuvens,
nunca em nuvens viveria.

Choram as nuvens no ar
se acaso a chuva acontece.
Mas eu acho que é mentira:
se encosto o búzio ao ouvido,
ouvir o mar me parece.

Maria Alberta Menéres in, "Conversas com versos"

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

MAR

http://www.casacoquetel.com.br

Areia molhada
onde o Ser se apaga
e o Nada floresce 
em cada nova pegada

Álvaro Bizarro

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O Pescador Que Nunca Pescava Nada





Podes ler, aqui, este livro digital!
Vais ver que gostas....




sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

No fundo do mar...

                                                                                     http://osmeussonetos.blogspot.pt

No fundo do mar há brancos pavores
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso. 


Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O MAR

                                                                                         foto de Tiago Guimarães

Olhai: o mar tem influência singular
Sobre mim. Os animais aquáticos são tantos!
Valia a pena persegui-los no mar alto;
Valia a pena vê-los saltar através das ondas.

O Mar, esse mundo que os homens não habitam,
É imenso, tão belo e tão perfeito!
O Mar tem influência singular
Sobre mim. Eu bem queria ir ver as ondas:

Valia a pena olhá-las a correr
Loucamente; valia a pena
Ver qual delas primeiro entrava na baía.
Ah!, o Mar vasto, no entanto, aqui nos fala
Sim, fala-nos interiormente,

E nós compreendemos a sua língua:
É uma língua que se entende.

( Ah!, que impressão nos faz o Mar! )


ANTÓNIO BATICÃ FERREIRA In "No Reino de Caliban", Seara Nova, 1975

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A onda

                                                                  portaldoprofessor.mec.gov.br

A onda anda aonde anda 
a onda? 
a onda ainda 
ainda onda 
ainda anda 
aonde? 
aonde? 
a onda a onda. 


Manuel Bandeira,” Antologia Poética” 

 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Estrela-do-Mar


A maré baixou.
A Estrela-do-Mar voltou.
O Menino viu-a e exclamou:
­-Olá, pequena Estrela!
Eu aqui estou!
(Pegando nela pôs-se a vê-la):
-Um, dois, três, quatro, cinco.
São os teus bracinhos,
E eu, com os meus dedinhos, vou colocar-te no mar.

Minervina Dias in, Crescer com Versos

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Era uma vez... ciência e poesia no reino da fantasia


Título: Era uma vez... ciência e poesia no reino da fantasia
Autora: Regina Gouveia
Editora: Campo das Letras


Era Uma Vez… O Mar

Era uma vez um menino
que brincava à beira-mar
com conchinhas e areia.
Tanto brincou e correu,
que por fim adormeceu
e começou a sonhar
com muitas, muitas histórias
que sempre ouvira contar
ao seu avô marinheiro.
Sonhou com a maré cheia
E que iria navegar. 
 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O Romance das Ilhas Encantadas


Título: O Romance das Ilhas Encantadas
Autor: Jaime Cortesão
Editora: Vega
Sinopse: Em tempos que já lá vão um nigromante, isto é, um homem que conhecia as artes mágicas, encantou as ilhas do grande mar Oceano. Só as mulheres marinhas (ou, por outro nome, as ondinas), que eram filhas do mar e conheciam todos os seus segredos, sabiam o paradeiro certo. E eram elas que as protegiam dos estranhos, sobretudo dos moiros, desviando navios e espalhando nevoeiros para as ocultar. O porquê desse encanto e a gesta dos marinheiros que o ousaram desfazer constitui o cerne desta história maravilhosa que o grande escritor Jaime Cortesão quis legar aos mais jovens e cuja leitura está hoje aconselhada em todas as escolas do país.

Fim de Verão


fotografia de Rui Guimarães

ainda há pouco o sol durava muito.

ainda há pouco das minhas mãos
escorria o sumo das amoras quentes
e as velhas da casa diziam
que era preciso ter cuidado
porque faziam mal.

ainda há pouco o mar
cabia todo nos meus olhos
e no fim da praia havia um príncipe
que iria esperar por mim
a vida inteira.

Ainda há pouco o Verão
era o único lugar onde podíamos
guardar os sonhos.

Alice Vieira, in "Livro com Cheiro a Baunilha"

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Ariane

Ariane é um navio.
Tem mastros, velas e bandeira à proa,
E chegou num dia branco, frio,
A este rio Tejo de Lisboa.

Carregado de Sonho, fundeou
Dentro da claridade destas grades...
Cisne de todos, que se foi, voltou
Só para os olhos de quem tem saudades...

Foram duas fragatas ver quem era
Um tal milagre assim: era um navio
Que se balança ali à minha espera
Entre as gaivotas que se dão no rio.

Mas eu é que não pude ainda por meus passos
Sair desta prisão em corpo inteiro,
E levantar âncora, e cair nos braços
De Ariane, o veleiro.

MIGUEL TORGA

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Uma Aventura na praia


Título: Uma Aventura na praia
Autor: Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
Editora: Caminho
Sinopse: Mergulhadores, navios afundados, tesouros no fundo do mar, um acampamento agitado, um casal estrambólico com dois filhos infernais que dão pelo nome de Bruninho e Bruninha, mais o perigosíssimo ladrão sul-americano que se desloca de helicóptero e que ninguém no mundo conseguiu capturar, são os ingredientes desta aventura numa praia cheia de rochas e grutas onde as emoções vão muito para além de namoros e banhos de mar.

Entra na onda das leituras!

Heroísmos


                                                                            http://www.ain.pt

Eu temo muito o mar, o mar enorme, 
Solene, enraivecido, turbulento,
Erguido em vagalhões, rugindo ao vento;
O mar sublime, o mar que nunca dorme.

Eu temo o largo mar, rebelde, informe,
De vítimas famélico, sedento,
E creio ouvir em cada seu lamento
Os ruídos dum túmulo disforme.

Contudo, num barquinho transparente,
No seu dorso feroz vou blasonar,
Tufada a vela e n'água quase assente,

E ouvindo muito ao perto o seu bramar,
Eu rindo, sem cuidados, simplesmente,
Escarro, com desdém, no grande mar!

Cesário Verde, in “O Livro de Cesário Verde”

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O arquipélago das Sereias



Ó nau Catrineta
em que andei no mar
por caminhos de ir,
nunca de voltar!

Veio a tempestade
perder-se do mundo,
fez-se o céu infindo,
fez-se o mar sem fundo!

Ai como era grande
o mundo e a vida
se a nau, tendo estrela,
vogava perdida!

E que lindas eram
lá em Portugal
aquelas meninas
no seu laranjal!

E o cavalo branco
também lá o via
que tão belo e alado
nenhum outro havia!

Mundo que não era,
terras nunca vistas!
tive eu de perder-me
pra que tu existas.

Ó nau Catrineta
perdida no mar,
não te percas ainda,
vem-me cá buscar!


Branquinho da Fonseca 

Cantares dos búzios



 óleo de Spartaco Lombardo

Ai ondas do mar, ai ondas,
ó jardins das alvas flores,
sobre vós, ondas, ai ondas,
suspiram os meus amores.

No fundo dos búzios canta
o mar que chora a cantar
ó mar que choras cantando,
eu canto e estou a chorar!

Ai ondas do mar, ai ondas,
eu bem vos quero lembrar:
«a minha alma é só de Deus
e o meu corpo da água do mar!»


Afonso Lopes Vieira

domingo, 20 de janeiro de 2013

Espuma



Mais leve que a pluma
que no ar balança,
pela praia dança
a ligeira espuma.
Dançando se afaga
no alado bailar!
Pétalas de vaga, poeiras do mar…

E na dança etérea,
que imparável ronda!
Bafo de matéria,
Penugem da onda.

Afonso Lopes Vieira