Bem-vindo ao Blogue das Bibliotecas Escolares do agrupamento da Maia!

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!

Um livro

Levou-me um livro em viagem
não sei por onde é que andei
Corri o Alasca, o deserto
andei com o sultão no Brunei?
P’ra falar verdade, não sei
Com um livro cruzei o mar,
não sei com quem naveguei.
Com marinheiros, corsários,
tremendo de febres e medo?
P’ra falar verdade não sei.
Um livro levou-me p’ra longe
não sei por onde é que andei.
Por cidades devastadas
no meio da fome e da guerra?
P’ra falar verdade não sei.
João Pedro Mésseder
Um livro levou-me com ele
até ao coração de alguém
E aí me enamorei –
de uns olhos ou de uns cabelos?
P’ra falar verdade não sei.
Um livro num passe de mágica
tocou-me com o seu feitiço:
Deu-me a paz e deu-me a guerra,
mostrou-me as faces do homem
– porque um livro é tudo isso.
Levou-me um livro com ele
pelo mundo a passear
Não me perdi nem me achei
– porque um livro é afinal…
um pouco da vida, bem sei.
O G é um gato enroscado, João Pedro Mésseder

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!


Do tempo

Do tempo. Desse tempo em que as cidades
tinham casas com degraus exteriores
onde a luz e a treva adormeciam sem medos.
Desse tempo em que no campo eram benzidas
as oliveiras para que os relâmpagos
não atingissem o lagar,
nem o pão acabado de cozer,
nem o vinho novo, nem o regaço das mães.
Desse tempo em que as portas e as cancelas
dos pátios estavam permanentemente abertas
aos passos de quem vinha.
Desse tempo em que as cores dos berlindes
Graça Pires

brilhavam nos olhos das crianças
que, de rua em rua, escolhiam os amigos
para a troca, para a briga, para a bola.
Desse tempo em que as mulheres
levavam na cabeça os cântaros, ou a fruta,
ou os desejos inconfessados do prazer.
Desse tempo tão diferente, até no modo neutro
como olhamos a vida, espalhamos pela casa
os rostos e os nomes.
Desse tempo.

Graça Pires
In: CONTINUUM: Antologia poética.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Um poema para começar o dia



               A cabeça no ar 

As coisas melhores são feitas no ar, 
andar nas nuvens, devanear, 
voar, sonhar, falar no ar, 
fazer castelos no ar 
e ir lá para dentro morar, 
ou então estar em qualquer sítio só a estar, 
a respiração a respirar, 
o coração a pulsar, 
o sangue a sangrar, 
a imaginação a imaginar, 
os olhos a olhar 
(embora sem ver), 
e ficar muito quietinho a ser, 
os tecidos a tecer, 
os cabelos a crescer. 
E isso tudo a saber 
que isto tudo está a acontecer! 
As coisas melhores são de ar 
só é preciso abrir os olhos e olhar, 
basta respirar. 


Manuel António Pina in O pássaro da cabeça

sábado, 26 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!

Ruy Belo












Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido


Chegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido


E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer

Só sei que tinha o poder duma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer.

Ruy Belo

sexta-feira, 25 de maio de 2018

terça-feira, 22 de maio de 2018

Um poema para começar o Dia!

Pretexto
Maria Alberta Menéres


Por que não cai a noite, de uma vez?
— Custa viver assim aos encontrões!
Já sei de cor os passos que me cercam,
o silêncio que pede pelas ruas,
e o desenho de todos os portões.

Por que não cai a noite, de uma vez?
— Irritam-me estas horas penduradas
como frutos maduros que não tombam.

(E dentro em mim, ninguém vem desfazer
o novelo das tardes enroladas.)


Maria Alberta Menéres 

Estilos arquitetónicos: românico e gótico


Decorreu na Escola Escola EB 2,3 de Gueifães uma Atividade cultural, dinamizada pelos docentes do grupo disciplinar de História e Geografia de Portugal 2º ciclo em articulação com a Biblioteca Escolar e o Grupo de Educação Especial.
O público-alvo foram os alunos dos 5ºA / 5ºB / 5ºC / 5ºD / 5ºE / 5ºF.
Da proposta destaca-se uma breve descrição de cada um dos estilos arqutetónicos, após trabalho de pesquisa e tratamento da informação, relacionado com os referidos estilos arquitetónicos nacionais, com especial incidência, na cidade do Porto. 
Posteriormente, organizou-se uma  exposição resultante de todos os trabalhos realizados pelos alunos, apresentados sob as mais variadas formas, dependendo da criatividade dos discentes. Destacam-se  maquetes, mapas, brochuras, panfletos, puzles...). 
A atividade teve como principal objetivo, alargar a competência cultural dos alunos, no âmbito do Património Nacional. 
Também se promoveu a curiosidade, observação, análise e espírito crítico, além do desenvolvimento das capacidades estéticas e artísticas. 

O resultado final foi fantástico, pelo que, a exposição se trornou itinerante e esteve patente em todas as escolas do agrupamento.
CEGV
CEGV

Estilos Arquitetónicos

Estilos Arquitetónicos

Estilos Arquitetónicos

Estilos Arquitetónicos

Estilos Arquitetónicos


segunda-feira, 21 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!

"Existo onde me desconheço

aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro."

Mia Couto

sábado, 19 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!

Havia um caminho mais limpo para
Nuno Júdice

dentro da manhã. Os sonhos rebentavam
numa auréola de espumas. A noite resolvia-se
na maré de pálpebras que subia pelas
dunas de um corpo. A luz manchava
de branco as sombras.

Um coração batia sob o pulso
do verso. Que temporais amainava
com o leme do canto?

Há horas em que o céu
e a terra se confundem. Podemos
tocar as nuvens; e o chão abre-se
num campo de estrelas. A tua mão
puxa-me para esse limite. Viajo
até ele no barco da tua voz.

Nuno Júdice

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Educação, Artes e Bibliotecas

A Comissão Nacional da UNESCO e a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim promovem, na tarde de 22 de maio de 2018, a conferência “Educação, Artes e Bibliotecas”, a ter lugar na Biblioteca Municipal Rocha Peixoto.
A conferência visa debater o papel das bibliotecas públicas e das bibliotecas escolares na promoção da educação artística e tem como público alvo bibliotecários, docentes, artistas e mediadores culturais envolvidos em projetos educativos.
Esta iniciativa integrará a celebração da Semana Internacional da Educação Artística, que decorrerá de 21 a 27 de maio. Durante toda a semana acontecem ainda, em várias instituições do concelho, atividades paralelas que oportunamente serão divulgadas.
Para inscrições e consulta de informação ver: Conf_UNESCO_programa_provisorio_final
Formulário de inscrição: https://goo.gl/forms/tKJoF02ZYRuPw5Lm2

Um poema para começar o dia!

Dois e dois quatro

Jacques Prévert

quatro e quatro oito
oito e oito dezasseis…
Repitam! Diz o professor
Dois e dois quatro
quatro e quatro oito
oito e oito dezasseis.
Mas eis que o pássaro da poesia
passa no céu
a criança vê-o
a criança ouve-o
a criança chama-o:
Salva-me
brinca comigo
pássaro!
Então o pássaro desce
e brinca com a criança
Dois e dois quatro…
Repitam! Diz o professor
e a criança brinca
e o pássaro brinca com ela…
Quatro e quatro oito
oito e oito dezasseis
e dezasseis e dezasseis quanto é que faz?
Dezasseis e dezasseis não faz nada
e sobretudo não faz trinta e dois
e de qualquer maneira
eles vão-se embora.
A criança escondeu o pássaro
na sua carteira
e todas as crianças
ouvem a música
e oito e oito por sua vez também se vão
e quatro e quatro e dois e dois
por sua vez desaparecem
e um e um não fazem nem um nem dois
um e um também se vão dali.
E o pássaro da poesia brinca
e a criança canta
e o professor grita:
deixem de fazer palhaçadas!
Mas todas as outras crianças
escutam a música
e as paredes da sala
desmoronam-se tranquilamente.
E os vidros voltam a ser areia
a tinta volta a ser água
as carteiras voltam a ser árvores
o giz volta a ser falésia
e a caneta volta a ser pássaro.


Jacques Prévert
Tradução José Fanha

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Na biblioteca com Filipe Pinto

AEC ALE - Ligação da Escola com o Meio



No dia 16 de maio, a BE da escola básica nº 1 de Gueifães (Centro Escolar de Gueifães/Vermoim) recebeu a visita de  Filipe Pinto, músico, engenheiro e escritor que apresentou o seu livro: "O Planeta Limpo".
Grupo a grupo, todas as turmas foram passando pela biblioteca escolar e, a brincar e cantar, muito se aprendeu.

A atividade surgiu do resultado das parcerias entre escola, AEC ALE - Ligação da Escola com o Meio e o Projeto "Os Amigos da Cidadania".

Estão todos de parabéns!
Filipe Pinto
"O Planeta Limpo" - Biblioteca

Um poema para começar o dia!

Minha aldeia
www. escolasecundária de Porto de Mós.pt


Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.


Bate o sol na minha aldeia
com várias inclinações.
Ângulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.

Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.

Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valências de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que emergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.

Rómulo de Carvalho (escreve, também, com o pseudónimo de António Gedeão)
Teatro do Mundo, 1958

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!


Perfume da Infância
http://www.changequest.com.

Os bichos, os brinquedos,
os perfumes, os medos,
os lugares da infância,
os vizinhos, os pais,
são quadros à distância
que não se esquecem mais.

O baú no sobrado,
brincar no balancé,
um “papão” no telhado,
conversa à chaminé…

A voz de minha mãe,
copos a tilintar
e logo atrás me vem
o cheiro do jantar,
a mesa da cozinha,
os bagos da romã,
uvas pretas da vinha,
perfume de maçã.

O fogo da lareira,
madeira no Natal,
os figos da figueira,
o poço do quintal,

o testo, a pá, o tarro,
infusas no poial,
os púcaros de barro,
o potinho da cal.

O gato pachorrento,
as tontas das galinhas,
o tanque de cimento,
os ninhos de andorinhas.

A coberta de linho
a revestir a mala,
a cómoda de pinho,
o relógio da sala.

Serões à luz da lua,
os contos, adivinhas,
os barulhos da rua,
conversas de vizinhas.

Cada cena da vida da criança que fomos
É riqueza investida no adulto que somos…

Marina Aguilar, in “poetas de hoje e de ontem”

terça-feira, 15 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!


Coisas que não há que há


Uma coisa que me põe triste
é que não exista o que não existe.
(Se é que não existe, e isto é que existe!)
Há tantas coisas bonitas que não há:
coisas que não há, gente que não há.
bichos que já houve e já não há,
livros por ler, coisas por ver,
feitos desfeitos, outros feitos por fazer,
pessoas tão boas ainda por nascer
e outras que morreram há tanto tempo!
Tantas lembranças de que não me lembro,
sítios que não sei, invenções que não invento,
gente de vidro e de vento, países por achar,
paisagens, plantas, jardins de ar,
tudo o que eu nem posso imaginar
porque se o imaginasse já existia
embora num lugar onde só eu ia...

Manuel António Pina

sábado, 12 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!

A ANA QUER
lustração de Joana Quental


A Ana quer
nunca ter saído
da barriga da mãe.
Cá fora está-se bem
mas na barriga também
era divertido.

O coração ali à mão,
os pulmões ali ao pé,
ver como a mãe é
do lado que não se vê.

O que a Ana mais quer ser
quando for grande e crescer
é ser outra vez pequena:
não ter nada que fazer
senão ser pequena e crescer
e de vez em quando nascer
e voltar a desnascer.

Manuel António Pina, Prémio Camões 2011

sexta-feira, 11 de maio de 2018

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Abolição da pena de morte, em Portugal



A equipa da biblioteca escolar da ESMAIA tem o prazer de partilhar com toda a comunidade escolar, a realização de mais um evento, em colaboração com o clube UNESCO da Maia.

Em anexo, o cartaz informativo.

Agradecemos desde já a vossa presença!

O Pássaro da cabeça, poema de Manuel António Pina

Um poema para começar o dia!

O pássaro da cabeça
Manuel António Pina

Sou o pássaro que canta
dentro da tua cabeça
que canta na tua garganta
canta onde lhe apeteça

Sou o pássaro que voa
dentro do teu coração
e do de qualquer pessoa
mesmo as que julgas que não

Sou o pássaro da imaginação
que voa até na prisão
e canta por tudo e por nada
mesmo com a boca fechada

E esta é a canção sem razão
que não serve para mais nada
senão para ser cantada
quando os amigos se vão

e ficas de novo sozinho
na solidão que começa
apenas com o passarinho
dentro da tua cabeça.

Manuel António Pina

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!

http://cronicascariocas.com

A paz...


A paz está no ódio que não deixaste nascer,

na vingança que não serviste,
na discórdia que esqueceste,
na discussão que não deixaste crescer...

A paz...
A paz está no laço que fortificaste,
na luta que não travaste,
na prisão do orgulho de que te libertaste,
no amor que encontraste...

A paz...
A paz está no coração de quem ama,
no perdão que venceu a vingança,
no sonho que quiseste pintar na tela da vida,
no Sol que não quiseste roubar ao olhar dos outros...

A paz...
A paz está na mágoa que aprisionaste,
na fúria que acorrentaste,
no elogio que soltaste,
na mão que estendeste...

A paz...
A paz está naquele abraço quando tu perdeste
naquele sorriso a quem se esqueceu de te servir...

A paz está em nós!


Marlene Guerreiro, Março de 1997

9 de maio - Dia da Europa


A União Europeia: porquê?

A paz

     A ideia de uma Europa unida começou por ser apenas um sonho de filósofos e visionários. Victor Hugo, por exemplo, imaginou uns “Estados Unidos da Europa” pacíficos e inspirados num ideal humanístico. 
      O sonho foi desfeito pelos dois trágicos conflitos que avassalaram o continente na primeira metade do século XX. 
       Mas, foi das cinzas da Segunda Guerra Mundial que nasceu uma nova esperança. Os que haviam resistido ao totalitarismo durante a guerra estavam determinados a pôr fim aos antagonismos nacionais e a lançar as bases de uma paz duradoura entre os antigos inimigos. 
     Entre 1945 e 1950, alguns estadistas corajosos, como Konrad Adenauer, Winston Churchill, Alcide de Gasperi e Robert Schuman, empenhou-se em persuadir os seus povos a iniciarem uma outra Era. 
      Iria surgir uma nova Europa, construída com base nos interesses comuns dos seus povos e nações e assente em tratados que garantissem o primado da lei e a igualdade das nações.
     Robert Schuman (Ministro dos Negócios Estrangeiros francês) retomou uma ideia originalmente lançada por Jean Monnet e, em 9 de Maio de 1950, propôs a criação de uma Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA). Colocar sob uma autoridade comum – a Alta Autoridade – a produção de carvão e de aço de países outrora inimigos era um acto de elevado valor simbólico. Com ele, as matérias-primas da guerra transformavam-se em instrumentos de reconciliação e de paz.
       Esta iniciativa audaz e generosa obteve um enorme sucesso. 
    Marcou o início de mais de meio século de cooperação pacífica entre os Estados-Membros das Comunidades Europeias. Com o Tratado de Maastricht, em 1992, nasceu a União Europeia, assente em instituições reforçadas e com maiores responsabilidades.  
     A União Europeia contribuiu ativamente para a reunificação da Alemanha, depois da queda do muro de Berlim, em 1989. 
    A seguir à implosão do império soviético, em 1991, os países da Europa Central e Oriental, também decidiram naturalmente, que a matriz do seu futuro residia no seio da família das nações democráticas europeias.


FICA A SABER MAIS AQUI! 



terça-feira, 8 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!

 Um Amigo
pt.dreamstime.com

Esta noite deitei-me triste.

Abri um livro, passei uma folha, outra folha.

Quando cheguei ao fim tinha o coração cheio

de folhas e de flores …

Matilde Rosa Araújo

domingo, 6 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!

Dia da Mãe
jsousa41.blogspot.pt/2010/12/junquilhos


As mães fazem remendos bonitos
As mães fazem remendos bonitos
em almas rasgadas
com linhas que arrancam do peito

as mães sangram sem que se veja
colocam as mãos nos seus colos já vazios
e esperam que regresse um sorriso
que as cure

as mães alimentam-se de pequenas palavras
(que quase nunca dizemos)
e de abraços
(que quase nunca damos)

As mães iludem a fome
(que poucas vezes matamos)
Lembrando as canções de embalar
que já não ouvimos

as mães são presente passado e futuro

sempre presentes
até ao último suspiro
curam sempre sempre sempre
mais do que podem

e quando estendem os braços
as mães são a casa
de onde nunca partimos

as mães são eternas
(também morrem as mães?)
e amamos as mães e a sua magia
sem nunca haver tempo para lho dizermos…


Sónia M.

sábado, 5 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!

Quando sorris...
http://minhaspalavrasaovento1983.blogspot.pt

Quando sorris,
as aves param o seu voo
e ficam reclamando
que são as estrelas
do céu...
Quando sorris,
abrem-se as portas do sol
e ouvem-se os anjos dançando
na pista eterna
de luz...
Quando sorris,
o silêncio canta o amor
e as borboletas entrelaçam as asas
bordando um tapete
de cor...
Amaral Nascimento

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!

O Silêncio


Ouve, meu filho, o silêncio.
Um silêncio ondulado,
um silêncio
onde resvalam ecos e vales,
inclinando as fontes
para o chão.

Garcia Lorca

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Na Biblioteca Escolar com Isabel Zambujal

Foi com muita satisfação que, no dia 27 de abril, a BE da EB 2,3 de Gueifães recebeu a visita da escritora Isabel Zambujal.
No âmbito do projeto "Porto: minha cidade", dinamizado pela disciplina de História e Geografia de Portugal, a autora falou um pouco da sua atividade de escritora e, em particular, da obra "Um Saltinho ao Porto".

A originalidade da exposição de trabalhos elaborados pelos alunos do 6º ano, dedicadaos ao tema, foi motivo de especial agrado por parte da autora. 


Isabel Zambujal

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Um poema para começar o dia!

Solidariedade
Mário Dionísio


Vamos, dêem as mãos.


Porquê esse ar de eterna desconfiança?
esse medo? essa raiva?
Porquê essa imensa barreira
entre o Eu e o Nós na natural conjugação do verbo ser?


Vamos, dêem as mãos.
Para quê esses bons-dias, boas-noites,
se é um grunhido apenas e não uma saudação?
Para quê esse sorriso
se é um simples contrair da pele e nada mais?


Vamos, dêem as mãos.


Já que a nossa amargura é a mesma amargura
Já que a miséria para nós tem as mesmas sete letras,
Já que o sangrar de nossos corpos é o vergão da mesma chicotada,
fiquemos juntos,
sejamos juntos.

Porquê esse ar de eterna desconfiança?
esse medo? essa raiva?


Vamos, dêem as mãos.


Poema de Mário Dionísio, publicado em Poemas (1936-38)