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As minhas mãos estão cansadas
De construir as estradas
Sem nunca nelas viajar
As minhas mãos estão doridas
Estão pobres e feridas
Mas nunca as vi roubar.
Estas mãos de cinco dedos
Sabem montes de segredos
Que nunca podem contar
Já pegaram numa espingarda
Já vestiram uma farda
Que as obrigou a lutar.
As minhas mãos libertadas
Deram às Forças Armadas
Muitos cravos encarnados
E se o País precisar
Cá estão para ajudar
Todos os necessitados.
As minhas mãos sem anéis
São pobres, mas são fiéis
E sabem o seu dever.
Já sofreram, é verdade,
Mas hoje têm liberdade,
E o direito de escolher!
Michael Pereira, Toronto, Canadá