Bem-vindo ao Blogue das Bibliotecas Escolares do agrupamento da Maia!
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
Dia do Professor
Se não houvesse espelhar de olhos no primeiro dia de aulas, ser professor não seria um sonho.
Se um fio de beleza não pudesse soltar-se daqueles dedos, daquelas vozes cantoras, daqueles corpos em movimento, ser professor não seria um sonho.
Se nunca um verso ganhasse asas no fresco dos seus lábios, ser professor não seria um sonho.
Se um livro, uma pintura, um ambiente virtual ou um filme não abrissem uma porta até então fechada, ser professor não seria um sonho.
Se o tédio não pudesse emagrecer, ser professor não seria um sonho.
Se o saber não construísse pessoas melhores, ser professor não seria um sonho.
Se Arte e Jogo, Língua e Ciência não pudessem ser nomes próprios, nobres palavras, ser professor não seria um sonho.
Se um certo olhar não sorrisse ao conseguir ler pela primeira vez uma frase, fazer uma descoberta, resolver um problema, ser professor não seria um sonho.
Se um rosto não se iluminasse ao ouvir “muito bem!”, “está bem visto!”, “um passe perfeito!”, ser professor não seria um sonho.
Se uma mão negra e outra branca e outra morena não pudessem tocar-se, ser professor não seria um sonho.
Se várias cabeças não conseguissem pensar melhor do que uma, ser professor não seria um sonho.
Se o silêncio e o asseio, a sobriedade e a ordem não pudessem ser aprendidos, ser professor não seria um sonho.
Se o medo e a violência, a solidão e a pobreza não pudessem ser combatidos, ser professor não seria um sonho.
Se justiça e democracia, fraternidade e autoridade não pudessem ser aprendidas, ser professor não seria um sonho.
Se na escola não pudesse germinar a paz e a entreajuda, em vez da competição, ser professor não seria um sonho.
Se a escola não ajudasse a reordenar o mundo, ser professor não seria um sonho.
Se a inteligência não pudesse guiar o sonho, se este não pudesse guiar a inteligência, ser professor não seria um sonho.
Quando nas lides te iniciaste, ser professor tinha a forma de um sonho? Se não tinha, o tempo deu-lhe essa forma. Para muitos, ser professor é tornar real um sonho. O de ajudar a crescer, a fazer do mundo um lugar melhor para se viver.
E não há ofensas, nem indignidades – provindas de efémeros poderes –, nem rankings, nem propagandas capazes de matar esse sonho.
Nem distâncias, nem sacrifícios, nem desassossego, nem noites em claro…
Sem vozes de crianças e jovens à tua volta, sem humana relação, ser professor não seria um sonho.
João Pedro Mésseder, no Dia do Professor 2018
Concurso Nacional de Leitura - 13ª Edição
A 13.ª Edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL) decorre entre o dia 3 de outubro de 2018, data oficial de abertura, e o dia 25 de maio de 2019, dia da grande final, em Braga.
O objetivo central do Concurso Nacional de Leitura é estimular o gosto e os hábitos de leitura e melhorar a compreensão leitora.
Como em edições anteriores, o PNL2027, com o propósito de dar a esta celebração da leitura e da escrita um caráter mais universal e significativo, articula-se com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), com a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), com o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, IP), com a Direção-Geral de Administração Escolar/Direção de Serviços de Ensino e das Escolas Portuguesas no Estrangeiro (DGAE/DSEEPE) e com a Rádio Televisão Portuguesa (RTP), responsável pela cobertura televisiva do evento.
Podem participar os alunos dos 1.º,2.º, 3.º ciclos do ensino básico e alunos do ensino secundário.
Contamos com a vossa participação nesta iniciativa de valorização da leitura nas diferentes latitudes deste GRANDE PLANETA.
Cumprimentos,
Teresa Calçada
(Comissária do Plano Nacional de Leitura 2027)
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Ler é um prazer!

Aos Leitores
Ler é um prazer. Mas só para alguns. Para quem cresceu entre livros, por exemplo, e conquistou, a cada página lida, o gosto pela leitura. Ao mesmo tempo, descobriu que cada livro guarda dentro outros mundos, outras pessoas, outros lugares, outros tempos, outras memórias, outras formas de ser, de estar, de sentir, de comunicar, de rir... E essa descoberta, intimamente ligada à preservação da capacidade de espanto que caracteriza a infância, terá sempre alimentado a vontade de continuar a ler. Por prazer, não por obrigação.
Não é muito diferente do que acontece com outras atividades que preenchem o nosso quotidiano, como comer ou fazer exercício físico. Comer pode ser um prazer, para quem desde cedo aprendeu a distinguir o sabor dos alimentos; fazer exercício físico também pode ser um prazer, para quem cresceu a fazer cambalhotas e pinos, a jogar à bola e a correr atrás dos amigos. É certo que todas estas atividades, sendo à partida naturais, implicam depois uma decisão e uma prática. No caso da leitura, essa decisão e essa prática dependem, muitas vezes, de quem nos rodeia: das famílias, dos amigos, dos professores... Se quem nos rodeia tiver a capacidade de nos contaminar com boas leituras, leituras que alimentem a nossa curiosidade e estimulem a nossa imaginação, de certeza que cresceremos leitores.
É também esse o momento em que se torna fundamental o papel do Plano Nacional de Leitura, fornecendo coordenadas para que a leitura se torne um prazer, isto é, sugerindo livros capazes de entusiasmar não apenas os que já são leitores, como aqueles que ainda não são. Funciona como um mapa, útil em qualquer viagem, sobretudo em viagens por territórios desconhecidos, e pode ser usado para orientar leitores de todas as gerações. Assim como para dar pistas para que as famílias e os professores saibam o que partilhar com os leitores mais novos, e até entre si.
Essa troca — de professores com alunos, de famílias com professores, de pais com filhos — é essencial para formar leitores e para, no meio das dezenas de livros que são diariamente publicados em Portugal, distinguir os melhores. Só deste modo será possível criar uma rede em que os livros, escolhidos por especialistas, possam circular pelas mãos dos leitores, os que já o são e os que se tornarão. A leitura implica essa prática. E essa conquista.
Com os melhores cumprimentos,
(Teresa Calçada, Comissária do Plano Nacional de Leitura 2027)
domingo, 23 de setembro de 2018
É um poema, apenas!
Temos a vida pela frente
para construir um mundo só nosso
feito de sonhos e desafios
da partilha de todos os dias
com marés altas e baixas
temos o tempo para caminhar
o mapa do coração
e o amor que nos une
para mergulhar no essencial!
autor desconhecido
sábado, 22 de setembro de 2018
Equinócio de Outono
Equinócio de Outono 2018
Em 2018 o Equinócio de Outono ocorre no dia 23 de Setembro às 02:54 horas. Este instante marca o início do Outono no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se por 89,812 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Dezembro às 22:23 horas.
A figura mostra o ângulo de incidência dos raios solares em relação ao eixo da Terra, durante os equinócios.
Equinócio: instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, passa no equador celeste. A palavra de origem latina aequinoctium agrega o nominativo aequus (igual) com o substantivo noctium, genitivo plural de nox (noite). Assim significa “noite igual” (ao dia), pois nestas datas o senso comum diz-nos que o dia e a noite têm igual duração.
LER MAIS AQUI!
Observatório Astronómico de Lisboa
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
Projeto "NEMESIS"
Apresentação do projeto “NEMESIS – Aliando a Educação à Inovação Social”, um consórcio constituído por 14 parceiros de 7 países europeus atualmente envolvidos na conceção e desenvolvimento de um novo modelo educativo, cujo objetivo principal é fazer dos alunos e alunas de todos os níveis de ensino da escolaridade obrigatória os inovadores sociais de que a Europa precisa para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. O NEMESIS pretende ligar comunidades de aprendizagem a experiências de inovação social concretas que acontecem no terreno. No centro do modelo NEMESIS está a experimentação e a interação com as organizações e empresas, com ou sem fins lucrativos, que já fazem a inovação social acontecer. Esta realidade será possível através da criação de uma vasta rede europeia de especialistas em inovação social, dispostos a interagir com os alunos, facilitando assim a aprendizagem interdisciplinar e intergeracional.
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
domingo, 19 de agosto de 2018
É um poema, apenas!
Há um homem
Há um homem
que vive parado
e ninguém sabe por quê.
quando sabem
não entendem:
parado ele vive.
que vive parado
e ninguém sabe por quê.
quando sabem
não entendem:
parado ele vive.
não entendem como
alguém pode viver
sem sair do lugar.
ele descobriu
onde o mundo começa
e já não quer
sair de lá.
alguém pode viver
sem sair do lugar.
ele descobriu
onde o mundo começa
e já não quer
sair de lá.
ele diz que perto
temos um oceano
e não paramos nem
pra molhar os pés:
movam os olhos,
parem os pés.
temos um oceano
e não paramos nem
pra molhar os pés:
movam os olhos,
parem os pés.
nosso oceano é maior.
parado dizem
que ele perde tempo
e do tempo temos
que estar à frente.
que ele perde tempo
e do tempo temos
que estar à frente.
mas ele é um homem
detrás do seu tempo.
o perdendo pode
se encontrar.
detrás do seu tempo.
o perdendo pode
se encontrar.
parado
está em movimento
porque o seu mundo
é por dentro.
está em movimento
porque o seu mundo
é por dentro.
Vanessa Carvalho
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