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domingo, 8 de março de 2020

Desafios de Leitura para março - a LER + sobre a mulher

                               Doris Lessing
Anunciado dia 11 de Outubro de 2007 pela Academia Sueca, o Prémio Nobel da Literatura galardoou Doris Lessing, autora britânica de 87 anos. A Editorial Presença publicou a 19 de outubro O Sonho Mais Doce, um romance de 2001, com tradução de Fernanda Pinto Rodrigues. Geralmente concedido a elementos do sexo masculino, Doris Lessing foi uma revelação tornando-se a décima primeira mulher a receber o prémio contra cento e cinco homens já laureados. Escritora incansável, Lessing evidencia-se pela limpidez narrativa e por um genial tratamento das personagens, lugares e situações. "Foi pioneira na criação de uma consciência feminista na literatura, tem uma atitude de observação do mundo interior e do mundo real", refere Hélder Macedo escritor e amigo pessoal da autora. Considerado o maior prémio no mundo das letras foi justamente atribuído a uma grande senhora cujo talento encanta pela inovação e sentido de humanidade.

Desafios de leitura

Título: O Sonho mais Doce
Autora: Doris Lessing
Editora: Editorial Presença, outubro 2007
Sinopse: Em O Sonho Mais Doce, o leitor é conduzido por uma saga familiar que atravessa três gerações, centrando-se o enredo, sobretudo, na década de 60, altura em que a casa de Júlia Lennox alberga uma grande quantidade de jovens, personificando o espírito de liberdade prevalecente na Inglaterra de então. Recuando até 1914, a autora apresenta-nos Philip Lennox e a sua noiva Júlia, tendo como pano de fundo a I Guerra Mundial. Do casamento entre ambos nasce um filho Johnny, que se tornará um comunista muito ativo. No limiar da II Grande Guerra Johnny apaixona-se por Frances... 

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sábado, 7 de março de 2020

As migrações na poesia - Sou português emigrante


Sou português emigrante

Chora, chora, linda chora
Vou-me embora pró estrangeiro
Chora linda que eu vou embora
Deixo pai e deixo mãe
Deixo a mulher a chorar
Dos filhos levo lembrança
Tenho esperança de voltar
Òh português emigrante
Que deixaste a tua terra
Faz-me lembrar o soldado
Quando parte para a guerra
Sou português emigrante
Chora, chora, linda chora
Vou-me embora pró estrangeiro
Chora linda que eu vou embora
Deixo pai e deixo mãe
Deixo a mulher a chorar
Dos filhos levo lembrança
Tenho esperança de voltar
Ò minha mãe, minha mãe
Tantas vezes me faz lembrar
Daquela velha casinha
Onde ficaste a chorar
Sou português emigrante
Chora, chora, linda chora
Vou-me embora pró estrangeiro
Chora linda que eu vou embora
Deixo pai e deixo mãe
Deixo a mulher a chorar
Dos filhos levo lembrança
Tenho esperança de voltar
Rui Alves

Desafios de Leitura para março – a LER+ sobre a mulher

                                 Desafios de leitura

Título: A Mulher da Maia - da periferia à urbe portuense (final séc. XIX - início séc. XX)
Autor: Comissão Nacional da UNESCO
Edição: Clube UNESCO da Maia


sexta-feira, 6 de março de 2020

Noites de Poesia em Vermoim


Provérbios do mês - março

*Lua cheia em Março trovejada, trinta dias é molhada.
*Março chove cada dia o seu pedaço.
*Março, marçagão, manhã de Inverno, tarde de rainha, noite corta que nem foicinha.
*Março pardo e venturoso traz o ano formoso.

Xutos & Pontapés - Contentores

As migrações na poesia - Contentores

Contentores
A carga pronta metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás
A carga pronta metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
Num voo nocturno num cargueiro espacial
Não voa nada mal isto onde vou
P'lo espaço fundo
Mudaram todas as cores
Rugem baixinho os motores
E numa força invencível
Deixo a cidade natal
Não voa nada mal
Não voa nada mal
Não voa nada mal
Não voa nada mal
Não voa nada mal
Pela certeza dum bocado de treva
De novo Adão e Eva a renascer
No outro mundo
Voltar a zero num planeta distante
Memória de elefante talvez o outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás
E nasce de novo o dia
Nesta nave de Noé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé
Um pouco de fé

Desafios de Leitura para março – a LER+ sobre a mulher

                                Desafios de leitura

Título: D. Teresa - uma mulher que não abriu mão do poder
Autora: Isabel Stilwell
Editora: Manuscrito, 2015

Sinopse: O seu destino estava marcado por uma palavra mágica e poderosa, gritada ao vento e escrita num pergaminho virgem, com pena de pato macho;
Anisisapta.
Esta é a sua história. A história de Teresa, filha de Ximena Moniz do Bierzo, de quem herdou os olhos verdes e a astúcia, e de Afonso VI de Leão e Castela que, legitimando-a, lhe sussurrou ao ouvido; «Teresa, filha minha.»
Filha de um imperador, dele herdou o feitio temperamental e a paixão pelo poder. Viúva aos vinte e cinco anos do conde D. Henrique de Borgonha, regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o papa Pascoal II chamava-lhe rainha.
Isabel Stilwell, a autora de romances históricos mais lida em Portugal, nos trás um romance emocionante sobre esta personagem fundamental da nossa história. Uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo de homens e de conspirações.
Pelo seu Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival rainha Urraca de Castela, o pai, a Igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o próprio filho D. Afonso Henriques. A cavalo, de espada em riste, enfrentou-o na lendária Batalha de São Mamede, em 1128.
Trinta e três anos depois de ter chegado ao condado com tanta esperança, tantos sonhos, via se obrigada a fugir, derrotada pelo seu próprio sangue, traída... O seu único consolo era ter ao lado o seu amor Fernão Peres de Trava e a certeza de que em Sahagún, Alberto, fiel amigo, escreveria com verdade a sua história. Imortalizada.

quinta-feira, 5 de março de 2020

"500 anos do Foral da Maia - O Foral Viaja"


















































Esta exposição do enquadramento histórico do Foral da Maia, composta por 16 painéis explicativos (4 dispositivos paralelepipédicos / 4 faces cada) estará patente na Biblioteca Escolar da EB 2,3 de Gueifães, de 6 a 27 de março. 
Desenrolar-seão, ainda, algumas palestras e visitas guiadas da responsabilidade do Dr. José Augusto Maia Marques.
"Os Forais foram, desde antes da nacionalidade até ao reinado de D. Manuel I, documentos fundamentais não só para a estruturação do território como para a regulação da vida social e económica.
Assim, a história dos Forais é a história do território e das suas gentes.
A exposição “O FORAL DA MAIA VIAJA” propõe-nos um percurso pelos Forais e pela sua história, desde os que foram conferidos pelos nossos primeiros monarcas até aos que foram outorgados pelo rei D, Manuel I, após uma ampla reforma daqueles documentos, com destaque para o Foral da Maia dado a 15 de dezembro de 1519.
Com imagens, textos e quadros, procura-se fazer compreender a estrutura, o modo de funcionamento e a importância destes documentos para o despontar de um novo esquema administrativo do território nacional, que só viria a alterar-se na primeira metade do século XIX com a reforma de Mouzinho da Silveira."

A não perder!!
Boa viagem…

Desafios de Leitura para março – a LER+ sobre a mulher

Desafios de leitura

Título: A Mulher que escondeu Anne Frank 
Autoras: Miep Gies e Alison Leslie Gold
Editora: Alma dos Livros, 2019

Sinopse: Ao longo de mais de dois anos, Miep e o marido ajudaram a esconder judeus numa Holanda tomada pelos nazis. Como milhares de heróis desconhecidos do Holocausto, eles arriscaram diariamente a vida ao levar alimentos, livros, notícias e carinho às vítimas.

Miep trabalhava como assistente de Otto Frank, o pai de Anne Frank, e tornara-se íntima da família. Ao longo de 25 meses, ela e o marido mantiveram a família Frank escondida no anexo de um prédio de Amesterdão até serem traídos por uma denúncia anónima. Quando a Gestapo invadiu o esconderijo, a 4 de agosto de 1944, e prendeu todos os seus ocupantes, deixou para trás o diário de Anne e outros dos seus escritos, em folhas soltas, Miep recolheu esses escritos na esperança de voltar a encontrar Anne e lhos poder entregar.

Neste livro intemporal, Miep relembra esses dias tortuosos e fá-lo com uma clareza e uma emoção vívidas. A narrativa vai da sua própria infância, enquanto refugiada da Primeira Guerra Mundial, até ao momento em que entrega a Otto Frank - o único dos ocupantes do esconderijo a sobreviver ao Holocausto - o pequeno diário axadrezado. Até então, não fora lido por ninguém.